Invasão Zumbi: muito mais do que mordidas

Invasão Zumbi é, como o próprio nome diz, um filme que mostra pessoas que se tornaram mortos-vivos querendo devorar todos que aparecem pela frente. A princípio, nada muito diferente de The Walking Dead, por exemplo. A diferença é que os ataques zumbis são apenas pano de fundo para uma discussão sobre como o medo coletivo pode gerar violência e agressividade.

O filme é da Coreia do Sul. A história se passa abordo de um trem. Ao mesmo tempo que os passageiros embarcam, uma epidemia toma conta de várias cidades. A doença transforma pessoas em zumbis em poucos minutos. Antes do trem partir, alguém infectado entra em um dos vagões e se tranca no banheiro. Em instantes, provocaria as primeiras vítimas.

Em um dos momentos cruciais da história, um grupo precisa se deslocar do último vagão até o primeiro. Para isso, precisam enfrentar uma turba de zumbis. Quando se aproximam do local desejado, as pessoas que estavam lá reclusas não permitem que eles entrem com receio de estarem infectados.

Invasão Zumbi é sinal de como a condição humana se perde quando uma ameaça surge no horizonte. Virtudes como solidariedade, respeito e fraternidade são colocadas à prova. Por isso,a  proposta do filme não é apenas os confrontos entre zumbis e pessoais normais. A obra resgata a própria origem desse tipo de história, que foi criada para fazer uma crítica social.

A obra coreana é uma ótima oportunidade para o espectador conhecer um estilo de produção fora do eixo americano. A luta pela sobrevivência dos personagens é eletrizante. Fotografia, roteiro e figurino não deixam a desejar em nada.

O espectador que prefere algo na linha Residente Evil ou coisas do gênero precisará de paciência. Apesar das cenas de confronto serem legais, elas demoram a entrar na trama. Há também o uso de frases de efeito em demasia e um apelo para o drama em alguns momentos.

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