Análise do filme Pequeno Segredo

Pequeno Segredo conta a história de Kat, uma garota que foi adotada pela família Schurmann. Quem viveu os anos 80 e 90 deve se lembrar das viagens deles em um veleiro. Os Schurmanns foram os primeiros brasileiros a cruzar o mundo nesse tipo de embarcação. A viagem foi acompanhada pelo Fantástico, da TV Globo, e transmitida via internet.

Kat nasceu na Nova Zelândia. O pai era daquele país e a mãe brasileira. Os dois morreram e a garota foi adotada pela família Schurmann. O filme narra a história de amor entre os pais de Kat, a adoção e a descoberta por ela de que possui uma doença incurável – daí vem o nome Pequeno Segredo.

Recentemente, uma crítica publicada na Folha de São Paulo afirmou que Pequeno Segredo “é um dos piores filmes brasileiros recentes“. A crítica foi publicada quando Pequeno Segredo foi anunciado para compor a lista de pré-indicações ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A expectativa era de Aquarius, do diretor Kleber Mendonça, fosse o representante brasileiro. No entanto, as críticas do elenco de Aquarius ao processo de impeachment de Dilma Rousseff durante o Festival de Cannes teriam influenciado no resultado.

Porém, não se pode condenar Pequeno Segredo a uma execração pública já que Aquarius não foi indicado. Como mérito, o filme da família Schurmann tem a boa atuação da turma de atores mirins, com destaque em especial para Mariana Goulart que interpreta Kat. Outro aspecto é a fotografia que tem uma tonalidade de cor pouco comum no cinema brasileiro. O diretor do filme, David Schurmann, é filho do casal que adotou Kat. Por isso, Pequeno Segredo, ao retratar momentos de intimidade, tem um certo ar de filme de família. O que não é muito comum na cinematografia nacional. Para quem gosta de melodramas, como A Culpa é das Estrelas e outras coisas do gênero, Pequeno Segredo pode agradar.

Em termos de roteiro, Pequeno Segredo tem uma linha dramática que não destenciona. As cenas de choros, discussões, insatisfação são contínuas. O filme peca pelo excesso. Os clichês se atropelam. A trilha sonora aumenta a carga de sentimentalismo. Para quem não faz a linha de A Culpa é das Estrelas, chegar ao final do filme é um desafio de paciência, já que a falta de espaços para a audiência respirar do melodrama é muito pequena.

 

 

 

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